Rio de Janeiro
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Today  Sun, 19/05/2013
12:00 - Lapa - Circo Voador
O Mercado - Feira Gastronômica
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17:00 - Zona Portuária - Pedra do Sal
Festa Brasil de Lá, Brasil de Cá
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16:00 - Lapa - Leviano Bar
Feijoada Chic
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12:30 - Copacabana - Forte de Copacabana
VIII RioHarpFestival
17:00 - Flamengo - Aterro do Flamengo
BREAKZ convida Me Gusta
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Where To Stay Rio de Janeiro
Botafogo
.oztel
O .oztel pretende ser muito mais do que simples albergue: junta hotelaria, arte, gastronomia, pequenos eventos e cursos.
Santa Teresa
Casalegre
A casa, centenária e de estilo colonial, funciona como albergue. O propósito da Casalegre é oferecer aos hóspedes momentos inesquecíveis.
Copacabana
Copacabana Palace
Símbolo de sofisticação e requinte, o Copacabana Palace é reconhecidamente o mais renomado hotel do Brasil.
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Blog highlights Rio de Janeiro
Fri, 17/05/2013
Roteiro de Fim de Semana: Comida, Diversão e Arte
by Marina Cunha

Seguindo a filosofia da música 'Comida', dos Titãs, este final de semana vai ser para matar não só a fome de música e festas, mas também a de comida, diversão e arte. Nosso roteiro traz opções de eventos que não são feitos só de música. Tem churrasquinho na Laje, bebidas típicas dos Balcãs, concurso de fantasia, antiguidades e muito mais.

Sexta, 17 de maio

 

Sábado, 18 de maio

 

Domingo, 19 de maio

 
Thu, 16/05/2013 - Gávea
O cinema cai no samba no IMC
by Joana Medina
O Instituto Moreira Salles apresenta “O cinema cai no samba”, ciclo de documentários musicais sobre o ritmo e seus bambas. Entre os dias 16 e 23 de maio, nove filmes com a temática serão exibidos. Entre a seleção estão os adoráveis "Paulinho da Viola, meu tempo é hoje” e “Elza”, de Izabel Jaguaribe e “Palavra (en)cantada”, de Helena Solberg e David Mayer.

Confira a programação:

QUINTA | 16 de maio

20h | Partido alto 
de Leon Hirszman (Brasil, 1976. 22’)

Documentário filmado em 1976 e finalizado seis anos depois, com narração de Paulinho da Viola e a participação de Candeia, Casquinha, Wilson Moreira, Tantinho, Osmar do Cavaco, Joãozinho da Pecadora, Manaceia, Argemiro, Francisco Santana e Alberto Lonato.

20h30 | Partideiros
de Luiz Guimarães de Castro (Brasil, 2012. 75’)

 

SEXTA | 17 de maio

14h | Onde a coruja dorme
de Simplício Neto e Márcia Derraik (Brasil, 20010. 72’)

Grande intérprete do cotidiano dos morros cariocas, para os seus sambas, em geral reportagens irônicas do cotidiano das favelas, Bezerra da Silva tinha como parceiros trabalhadores comuns, pedreiros, carteiros, motoristas e trocadores de ônibus, biscateiros em geral, sambistas dos morros cariocas.

15h30 | As batidas do samba
de Bebeto Abrantes (Brasil, 2010. 82’)

Uma reflexão sobre a evolução da batida do samba carioca, desde o início do século 20. Conversas com Monarco, Wilson das Neves, Nilo Sérgio, Moacyr Luz, Marçalzinho, Paulão 7 Cordas e o Grupo Fundo de Quintal especialmente dirigidas a quem tem interesse na evolução rítmica do samba.

 

SÁBADO | 18 de maio

15h40 | Nelson Cavaquinho
de Leon Hirszman (Brasil, 1969. 17’)

Essa conversa solta e informal com o compositor da Mangueira, segundo o diretor (em entrevista para Alex Viany) é “um filme improvisado, um teste para minha segurança. Improvisação não é uma fórmula para sentir-se mais seguro. Você está inseguro e se solta, para ver como está – e então aparece a resposta”.

15h40 | Samba
de Theresa Jessouron (Brasil, 2001. 54’)

O samba e sua relação com o cotidiano dos moradores do morro. Os passistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.

20h | Partido alto
de Leon Hirszman (Brasil, 1976. 22’)

20h30 | Partideiros
de Luiz Guimarães de Castro (Brasil, 2012. 75’)

 

DOMINGO | 19 de maio

15h40 | Elza
de Izabel Jaguaribe (Brasil, 2011. 85’)

Elza Soares é a ponte entre o samba de morro e o do asfalto, as raízes e as antenas. Entrevistas, conversas e números musicais – além das imagens de arquivo – compõem o retrato da artista. A música, nesse documentário, tem uma função narrativa: revela as muitas faces da personalidade e do talento de Elza, vista aqui ao lado de Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor e Roberto Silva.

 

QUARTA | 22 de maio

14h | Paulinho da Viola, meu tempo é hoje
de Izabel Jaguaribe (Brasil, 2004. 83’)

Um perfil afetivo do cantor, instrumentista e compositor. Seus mestres e amigos, suas influências musicais e sua rotina discreta e muito peculiar, em atividades e hábitos desconhecidos do grande público. A grande revelação vem das reflexões do músico sobre um único tema: o tempo. Em vários versos ele canta: “Só o tempo ajuda a gente a viver”; “Amor, repare o tempo enquanto eu faço um samba triste pra cantar”; “Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”. A seu lado, no filme, entre outros, Zeca Pagodinho, Elton Medeiros, Marisa Monte, Nelson Sargento, Marina Lima, Dininho, Walter Alfaiate e a Velha Guarda da Portela.

15h30 | Cartola, música para os olhos
de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda (Brasil,2007. 85’)

Testemunhos de pessoas que conviveram com Cartola e ainda fazem parte do cotidiano do Morro da Mangueira, representantes da música popular, críticos e historiadores e montagem de fragmentos de filmes, documentário e ficção, num painel que recompõe a vida do compositor e a época em que ele viveu.

 

QUINTA | 23 de maio

20h | Palavra (en) cantada
de Helena Solberg (Brasil, 2008. 86’)

Um passeio pela história do cancioneiro brasileiro – com um olhar especial para a relação entre poesia e música – costurando depoimentos e apresentações musicais. A maioria das entrevistas foi realizada na casa dos entrevistados, em atmosfera intimista, com o registro de declamações e canções especialmente para o documentário. Poemas de Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Hilda Hilst e, entre as músicas, Choro bandido (Chico Buarque e Edu Lobo), Alegria, alegria (Caetano Veloso), Alvorada (Cartola), História do Brasil (Lamartine Babo), Inclassificáveis (Arnaldo Antunes), Fábrica do poema (Adriana Calcanhoto e Waly Salomão), 2001 (Tom Zé e Rita Lee) e O mar (Dorival Caymmi).

 

Serviço:
De 16 a 22 de maio.
De terça a domingo: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia)
Passaporte: R$ 40 válido para 10 sessões da mostra

 
Sat, 11/05/2013
Panelas a mil perto do céu
by Pedro Landim

Quem está partida é a costelinha assada com baião de dois, porque a cidade deve se unir pela boca. Da laje à birosca, o roteiro está nas mãos de gulosos de todas as freguesias, que ganharam passaporte para conhecer paisagens únicas de cultura e natureza.

Da vendedora de empadas que canta funk e virou personagem de novela no Complexo do Alemão, à rabada que tira do sério a atriz Roberta Rodrigues, no Vidigal.

A carne de capivara é bem temperada na Rocinha, e no Morro dos Prazeres o frango inteiro vai para a churrasqueira.

O Guia Gastronômico das Favelas do Rio (Abbas Edições e ArteEnsaio, 170 págs., R$ 70) sugere passeio por 22 estabelecimentos de oito favelas, desvendando um mar de sabores do tamanho daquele azul que se avista do Chapéu Mangueira.

“Estou gravando em Jacarepaguá e ligo para reservar minha feijoada no Bar Lacubaco, apesar de que a rabada é minha preferida”, conta a atriz Roberta Rodrigues, no ar como a Maria Vanúbia da novela ‘Salve Jorge’.

Moradora do Vidigal e freguesa do bar de Fábio e Fabíola, Roberta faz na novela o papel de moradora do Complexo do Alemão, onde Adriana Souza, a “moça da empadinha”, vende seus quitutes cantando funk.

Adriana acabou também no folhetim de Glória Perez, fazendo o papel de si própria: “Agora me divido entre as empadas e a TV, e ainda levo brigadeiros para a gravação”, conta.

Com autoria de Ines Garçoni e Sérgio Bloch, e fotos de Marcos Pinto, o livro conta a história de cada favela e seus personagens cozinheiros, destacando os melhores quitutes.

Há bares também nas comunidades do Morro da Providência, Santa Marta, Tabajaras e Chapéu Mangueira, todas pacificadas.

“Às vezes o cara adora um pé-sujo no Leblon ou na Tijuca, mas torce o nariz quando se fala em favela. O Guia ajuda a quebrar esse preconceito, integrar. A diversidade é enorme, com comida boa e vistas incríveis”, afirma a autora Ines Garçoni.

 

Francês no Tabajaras

No Tabajaras, a dupla de cunhados cearenses que já trabalhou na cozinha do chef francês Olivier Cozan, Romero e Augusto, tem o próprio Olivier como freguês e fã, assando disputadas costelinhas no Restaurante 48. Ou, na tradição francesa, servindo omeletes de champignon e de queijo com presunto.

Pescador e mestre de bateria de escola de samba, filho de grande líder comunitário no Chapéu Mangueira, David Vieira ficou conhecido no mundo inteiro pela comida de seu Bar do David, ao sair em reportagem do jornal ‘The New York Times’, e já subiu no pódio de concurso de botecos com seus petiscos.

 

No Morro da Providência, o Sabor das Loiras reúne a mãe Rejane e a filha, Bárbara, que adoram abóbora e com ela fazem bolinhos recheados de carne-seca. Ou a lasanha de abóbora com carne e molho branco.

E, no restaurante Carnes do Glimário, na Rocinha, a geladeira exibe cortes de javali, avestruz, jacaré e muitos outros bichos.

Sem falar nas caipirinhas de mentol feitas com bala Halls ao estilo Ferran Adrià, no Morro da Providência.

Como bem resume o escritor Nei Lopes no prefácio do Guia, os objetos do livro são “assimilações e ampliações de hábitos alimentares de correntes migratórias que chegaram no Rio, influenciadas por variantes como, por exemplo, tempo de preparo e ocasião”.

 

Pertinho do céu

Não tem cobertura de hotel ou varanda de Zona Sul que se compare às vistas do Rio proporcionadas pelas lajes nas partes altas das favelas.

Destacando comida e paisagem, pontos como a Laje Do César e sua feijoada, no topo do Chapéu Mangueira, no Leme, trabalham com reservas de grupos e encantam fregueses de todas as partes do mundo.

Tia Léa, já famosa cozinheira de celebridades, conhecida como a “Ana Maria Braga do Vidigal”, está nas páginas com seus churrascos, moquecas e bufê variado na laje com vista para o mar.

Já no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, quem se abre para os olhos é a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, enquanto os frangos e costelas assadas no bafo vêm à mesa acompanhados de aipim, farofa, arroz, batatas fritas, molho à campanha e outras gostosuras no Bar do Tino.

Programas distantes em outros tempos, agora ao alcance dos pés e da boca.


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Carioca, jornalista e militante nas áreas de cultura e gastronomia, Pedro Landim está sempre falando de comida.

Repórter do jornal O Dia, autor do blog Boca no Mundo e cozinheiro de fim de semana, atua como jurado em prêmios como o Comer & Beber, da Veja Rio, e o concurso Comida di Buteco. 

 
Tue, 07/05/2013
Feira de Antiguidades da Praça XV
by Não Só O Gato

Sempre vi algo de especial nos mercados de rua, talvez por conta do clima descontraído, dos achados imprevisíveis e da simpatia das pessoas. Os de antiguidades, em particular, se destacam por conta de uma coisa: as histórias. Existe um quê de mistério e de descoberta no repertório de cada objeto e de cada pessoa que trabalha ali, resgatando e mantendo viva a história de tantas gerações.

Uma das principais feiras de antiguidades do Rio de Janeiro é a feira da Praça XV, no centro da cidade. Seu início data dos anos 70 e naquela época ela funcionava através de escambo. A feira reúne mais de 350 barracas oficiais e é considerada a maior feira de antiguidades da América Latina, funcionando das 8h às 14h, todos os sábados.

Se ela é realmente a maior feira da América Latina, eu não posso afirmar, mas a diversidade e abrangência de artigos que ela reúne, com certeza a posiciona entre uma das mais interessantes. Daquelas que envolvem pessoas de todas as idades e que promovem uma verdadeira volta ao passado.

Em duas horas de passeio, fazendo um garimpo visual encontrei vários objetos interessantes e explorei as barraquinhas tranquilamente. Diferente da feira de antiguidades do Lavradio, que acontece no primeiro sábado do mês, ela não fica tão cheia e se concentra mais em reunir antiguidades, do que produtos novos e mais caros.

A primeira parada foi uma barraca de artigos de guerra. Gostei bastante de uma coleção de espadas decorativas. Réplicas de espadas famosas de filmes e da época medieval. Tinha até a espada do William Wallace, protagonista do filme Coração Valente, clássico dos anos 90. Outro achado foi uma baioneta, relíquia original da Segunda Guerra. A baioneta é uma espécie de punhal adaptável à boca do cano de armas de fogo. O vendedor e colecionador, dono da barraca, super gentil, torna o garimpo ainda mais curioso, dando uma aula de história e informação sobre cada objeto.

Mais a frente, encontrei uma barraca vendendo rádios antigos de diferentes modelos e épocas, todos funcionando. O mais antigo era um Spica de 1958, em estojo de couro marrom, um dos primeiros radinhos de pilha a chegar no Brasil, importado do Japão. Além de rádios, a feira também apresenta uma grande variedade de câmeras fotográficas, roupas, revistas, brinquedos, peças de decoração e mais um monte de objetos inusitados das mais diversas categorias.

Entre um Pense Bem da Tec-Toy, um Genius novinho em folha, uma revista com a capa do Tarcísio Meira e da Glória Menezes, em início do casamento, com a manchete 'Glória e Tarcísio, unidos pelo adultério' e uma coleção de chapinhas de cerveja, encontrei uma edição do jornal O Pasquim. O jornal foi um forte instrumento de combate à censura da ditadura militar e marcou época reunindo grandes nomes como Millôr Fernandes, Jaguar e Ziraldo. Eu nunca tinha visto um exemplar. Deu vontade de levar pra casa.

Com as obras da demolição do viaduto da Perimetral já em curso, os feirantes afirmam que a feira vai se mudar para a praça vizinha, do Paço Imperial. Resta saber se ela continuará mantendo sua essência, com o clima intimista e encantador, que ela possui até hoje. Espero que sim, e que a operação urbana do Porto, potencialize a cultura local, sem transformar sua essência que também é baseada no improviso. Que as mudanças venham, mas que as histórias prevaleçam.


 

Por Fernanda Sigilião,

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escritora do blog Não Só o Gato, que relata experiências curiosas de uma forma descritiva, única, expondo sensações, reflexões e sentimentos do colunista ao entrar em contato com a pauta, resultando em uma forma incomum de produção de conteúdo sobre refêrencias, pessoas, lugares e ideias. 

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