O Instituto Moreira Salles apresenta “O cinema cai no samba”, ciclo de documentários musicais sobre o ritmo e seus bambas. Entre os dias 16 e 23 de maio, nove filmes com a temática serão exibidos. Entre a seleção estão os adoráveis "Paulinho da Viola, meu tempo é hoje” e “Elza”, de Izabel Jaguaribe e “Palavra (en)cantada”, de Helena Solberg e David Mayer.
Confira a programação:
QUINTA | 16 de maio
20h | Partido alto
de Leon Hirszman (Brasil, 1976. 22’)
Documentário filmado em 1976 e finalizado seis anos depois, com narração de Paulinho da Viola e a participação de Candeia, Casquinha, Wilson Moreira, Tantinho, Osmar do Cavaco, Joãozinho da Pecadora, Manaceia, Argemiro, Francisco Santana e Alberto Lonato.
20h30 | Partideiros
de Luiz Guimarães de Castro (Brasil, 2012. 75’)
SEXTA | 17 de maio
14h | Onde a coruja dorme
de Simplício Neto e Márcia Derraik (Brasil, 20010. 72’)
Grande intérprete do cotidiano dos morros cariocas, para os seus sambas, em geral reportagens irônicas do cotidiano das favelas, Bezerra da Silva tinha como parceiros trabalhadores comuns, pedreiros, carteiros, motoristas e trocadores de ônibus, biscateiros em geral, sambistas dos morros cariocas.
15h30 | As batidas do samba
de Bebeto Abrantes (Brasil, 2010. 82’)
Uma reflexão sobre a evolução da batida do samba carioca, desde o início do século 20. Conversas com Monarco, Wilson das Neves, Nilo Sérgio, Moacyr Luz, Marçalzinho, Paulão 7 Cordas e o Grupo Fundo de Quintal especialmente dirigidas a quem tem interesse na evolução rítmica do samba.
SÁBADO | 18 de maio
15h40 | Nelson Cavaquinho
de Leon Hirszman (Brasil, 1969. 17’)
Essa conversa solta e informal com o compositor da Mangueira, segundo o diretor (em entrevista para Alex Viany) é “um filme improvisado, um teste para minha segurança. Improvisação não é uma fórmula para sentir-se mais seguro. Você está inseguro e se solta, para ver como está – e então aparece a resposta”.
15h40 | Samba
de Theresa Jessouron (Brasil, 2001. 54’)
O samba e sua relação com o cotidiano dos moradores do morro. Os passistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
20h | Partido alto
de Leon Hirszman (Brasil, 1976. 22’)
20h30 | Partideiros
de Luiz Guimarães de Castro (Brasil, 2012. 75’)
DOMINGO | 19 de maio
15h40 | Elza
de Izabel Jaguaribe (Brasil, 2011. 85’)
Elza Soares é a ponte entre o samba de morro e o do asfalto, as raízes e as antenas. Entrevistas, conversas e números musicais – além das imagens de arquivo – compõem o retrato da artista. A música, nesse documentário, tem uma função narrativa: revela as muitas faces da personalidade e do talento de Elza, vista aqui ao lado de Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor e Roberto Silva.
QUARTA | 22 de maio
14h | Paulinho da Viola, meu tempo é hoje
de Izabel Jaguaribe (Brasil, 2004. 83’)
Um perfil afetivo do cantor, instrumentista e compositor. Seus mestres e amigos, suas influências musicais e sua rotina discreta e muito peculiar, em atividades e hábitos desconhecidos do grande público. A grande revelação vem das reflexões do músico sobre um único tema: o tempo. Em vários versos ele canta: “Só o tempo ajuda a gente a viver”; “Amor, repare o tempo enquanto eu faço um samba triste pra cantar”; “Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”. A seu lado, no filme, entre outros, Zeca Pagodinho, Elton Medeiros, Marisa Monte, Nelson Sargento, Marina Lima, Dininho, Walter Alfaiate e a Velha Guarda da Portela.
15h30 | Cartola, música para os olhos
de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda (Brasil,2007. 85’)
Testemunhos de pessoas que conviveram com Cartola e ainda fazem parte do cotidiano do Morro da Mangueira, representantes da música popular, críticos e historiadores e montagem de fragmentos de filmes, documentário e ficção, num painel que recompõe a vida do compositor e a época em que ele viveu.
QUINTA | 23 de maio
20h | Palavra (en) cantada
de Helena Solberg (Brasil, 2008. 86’)
Um passeio pela história do cancioneiro brasileiro – com um olhar especial para a relação entre poesia e música – costurando depoimentos e apresentações musicais. A maioria das entrevistas foi realizada na casa dos entrevistados, em atmosfera intimista, com o registro de declamações e canções especialmente para o documentário. Poemas de Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Hilda Hilst e, entre as músicas, Choro bandido (Chico Buarque e Edu Lobo), Alegria, alegria (Caetano Veloso), Alvorada (Cartola), História do Brasil (Lamartine Babo), Inclassificáveis (Arnaldo Antunes), Fábrica do poema (Adriana Calcanhoto e Waly Salomão), 2001 (Tom Zé e Rita Lee) e O mar (Dorival Caymmi).
Serviço:
De 16 a 22 de maio.
De terça a domingo: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia)
Passaporte: R$ 40 válido para 10 sessões da mostra